#

Tecnologia x Medicina: quais as especialidades mais impactadas?

Mais de 500 mil tecnologias médicas diferentes estão em uso no Brasil e impactam desde o ensino da profissão até a atuação prática do médico e a prevenção e tratamento de doenças. De acordo com pesquisa divulgada pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic), 91% dos hospitais do Brasil têm acesso à internet e 61% dos médicos brasileiros usam ferramentas tecnológicas para observação dos pacientes e para otimizar o tempo da consulta, enquanto 38% utilizam procedimentos eletrônicos para administração.

Certamente todas as especialidades são influenciadas de alguma forma pelos avanços tecnológicos, mas algumas têm mais projeção, conforme apontam os estudos do médico Bertalan Mésko, reconhecido internacionalmente pelas pesquisas em medicina futurista.

Confira algumas delas:

 

Medicina Familiar: Com o suporte dos sensores e dispositivos de monitoramento remoto, estes profissionais podem acompanhar, mesmo à distância, os sinais vitais de seus pacientes. Isso facilita desde um simples aconselhamento até um atendimento emergencial. Estes médicos terão uma grande “biblioteca” com dados de longo prazo para estabelecer tratamentos mais precisos ou dar um encaminhamento mais eficaz junto de outros especialistas.

 

Medicina Esportiva e Reabilitação: Aplicados aos esportes de alto rendimento, aplicativos como o Fitbit BlazeGymWatch e Wahoo, captam dados com extrema precisão e possibilitam que médicos do Esporte ajustem tratamentos e auxiliem no treinamento cada vez mais personalizado para  atletas. Somados aos estudos genéticos, podem revelar uma visão global para prevenir risco aumentado de lesões e até deficiências nutricionais.  Quando se trata de reabilitação, as possibilidades são enormes: exoesqueletos, mãos e braços mecânicos, impressões em 3D, entre outros.

 

- Radiologia: A análise de imagens com o uso de algoritmos de inteligência artificial deve ser largamente ampliada. Sistemas de análise diagnóstica e telemedicina mais avançados utilizam o TensorFlow, do Google, para identificar e sinalizar anomalias em exames, em seguida,  o aprendizado de máquinas (machine learning) poderá  liberar totalmente os radiologistas de tarefas técnicas  e repetitivas.

 

- Oncologia: O câncer ganha adversários mais preparados para antecipar diagnósticos e tratar com eficiência os órgãos e tecidos atingidos. Estão sendo desenvolvidas biópsias fluidas, por exemplo. Estes são exames de sangue capazes de detectar todos os tipos de câncer desde um estágio muito inicial. A IBM desenvolveu o Watson para ajudar na pesquisa sobre câncer. O Google tem seu projeto Deepmind Health. O Hanover, da Microsoft, agrupa todos os trabalhos para ajudar a prever quais drogas e quais combinações são as mais eficazes.

 

- Gastroenterologia: A nanotecnologia ajudará muito os médicos gastroenterologistas a diagnosticar doenças de forma minimamente invasiva. Com a inovação chamada PillCam isto já pode ser feito. É uma espécie de endoscopia de cápsulas, no qual o paciente engole uma câmera do tamanho de um comprimido. A cápsula descartável permite visualizar o intestino delgado, esôfago e cólon e diagnosticar distúrbios do trato gastrointestinal sem sedação ou procedimentos endoscópicos invasivos.

Estudante, você pode contar com o SIMESC

O SIMESC é o representante legal da categoria e os estudantes de medicina contam com uma diretoria exclusiva para auxiliá-los. Em Florianópolis onde fica a sede estadual, o trabalho é comandado pelo diretor de Apoio ao Graduando em Medicina, Odi José Oleiniscki. Nos locais onde há escolas médicas estão os diretores regionais para facilitar e estreitar o contato com os estudantes.

 

Fonte: Rafael Figueroa - Portal Telemedicina | Revista Exame


  •