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1º de maio e o SIMESC: 45 anos defendendo quem sustenta a profissão

Dr Vanio Lisboa – presidente do SIMESC

O Dia do Trabalho convida à reflexão sobre o valor do trabalho. Na medicina, essa reflexão é urgente. A profissão vive uma transformação profunda: o que antes era estabilidade, hoje é incerteza. O reconhecimento deu lugar à exposição e os vínculos tradicionais vêm sendo substituídos por contratos frágeis e inseguros.

Nesse cenário, uma constatação se impõe: o médico nunca esteve tão vulnerável.

O mais preocupante é que essa vulnerabilidade costuma surgir quando já não há tempo para prevenção — ao assinar um contrato sem análise adequada, enfrentar falhas no recebimento ou responder a um processo. Na prática, o risco na medicina atual não avisa. Ele simplesmente acontece.

A pejotização, sem orientação, tornou-se uma armadilha frequente. Ao mesmo tempo em que aumentam as responsabilidades, reduzem-se as garantias. A equação é clara: exige-se mais, oferece-se menos proteção. E, diante disso, apenas conhecimento técnico já não é suficiente.

Isolado, o médico se torna mais exposto.

É nesse contexto que se destaca o papel do SIMESC. Ao longo de 45 anos, a entidade consolidou-se como base de defesa, orientação e representatividade da categoria. Sua atuação vai além de momentos de crise: está na presença constante, na negociação e na proteção institucional.

A filiação não elimina os problemas, mas impede que o médico os enfrente sozinho. E essa diferença é decisiva.

Mais do que um custo, trata-se de investimento em segurança e voz ativa. Afinal, qual é o preço de responder sozinho a um processo ou de não ter representação em decisões que impactam a profissão?

A medicina não se sustenta individualmente. Participar é posicionar-se. É proteger a carreira, fortalecer a categoria e recusar a precarização.

Neste Dia do Trabalho, a pergunta é direta: enfrentar tudo sozinho ainda é viável?

Proteção não é custo. É necessidade.

E estar ao lado do SIMESC é escolher não enfrentar a profissão sozinho.


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