O Sindicato dos Médicos do Estado de Santa Catarina (SIMESC) esteve no Hospital Infantil Joana de Gusmão (HIJG), no dia 13 de agosto, em Florianópolis, para um encontro com médicos residentes da instituição. A programação foi dividida em três momentos, com a participação da vice-presidente do SIMESC, Anamar Brancher, e dos assessores jurídicos Rodrigo Machado Leal e Alberto Gonçalves Jr., que abordaram temas relacionados à atuação sindical, ao exercício da medicina e à proteção profissional.
Na abertura, a vice-presidente do SIMESC, Anamar Brancher, apresentou aos residentes a atuação do Sindicato e sua importância para a categoria médica. Ao longo da conversa, ela falou sobre os serviços oferecidos pela entidade, as pautas acompanhadas pelo SIMESC e as principais frentes de atuação em defesa dos médicos, aproximando os residentes do trabalho desenvolvido pelo Sindicato e mostrando de que forma a entidade pode estar presente também nessa etapa da formação profissional.
Na sequência, o assessor jurídico Rodrigo Leal apresentou a Lei Estadual nº 19.855/2026, que amplia o direito ao acompanhamento de crianças e adolescentes durante consultas e atendimentos de saúde. A partir da realidade do HIJG, ele explicou que a própria instituição já havia antecipado alguns dos pontos de tensão relacionados à presença de acompanhantes, considerando aspectos como circulação, realização de procedimentos, biossegurança, conflitos e estrutura dos serviços. A orientação apresentada foi de que eventuais restrições ao acompanhamento devem ocorrer apenas quando houver necessidade técnica concreta, pelo período estritamente necessário e com registro adequado no prontuário, preservando, sempre que possível, o direito da família sem comprometer a segurança do paciente e da equipe. Também foi ressaltado que, no caso de adolescentes, questões como privacidade, sigilo e discernimento podem justificar momentos de atendimento individualizado, cabendo ao médico manter o comando técnico do ato.
Encerrando o encontro, o assessor jurídico trabalhista, Alberto Gonçalves Jr., abordou a pejotização na medicina e suas implicações para os profissionais. A apresentação tratou das diferenças entre a contratação por pessoa jurídica e o vínculo formal pela CLT, além dos riscos, responsabilidades e aspectos que devem ser considerados pelo médico antes de optar ou negociar esse modelo de contratação. O encontro também reforçou a importância de os residentes conhecerem seus direitos, compreenderem as relações de trabalho e buscarem orientação adequada antes de assumir compromissos profissionais.